sexta-feira, 29 de abril de 2011

Já não importa tanto mais

Tenho relíquias guardadas
Feitas para excluir a dor
Para lembrar do passado
Regenerar do pó
e o pôr

E eu esqueci
De tanto quanto posso
De tudo que não foi meu
Muito menos foi nosso

Agora não importa tanto mais
E agradeço o errado
Por ter destruído a esperança
Por não ter me mudado

Escondia todo esse livro
Caderno de emoções faladas
Que hoje tem um sentido
Função própria de anulá-las

Sentia tanto sempre
Esperei pra melhorar
Vivi, morri e renasci
Tudo isso pra mudar

Me solte agora
Preciso ir
Não importa mais
Agora posso sorrir

Um adeus
Dois talvez
Voltarei um dia
Na minha vez

Ninguém agora
Sabe entender
Explicar o que senti
Ninguém agora
Sabe porque sumi

Ninguém sabe meus projetos
Meus anseios secretos
Ninguém sabe minha vida
Minha dor, minha tempestade
Minha ferida

Ninguém sabe me curar
De maneira diferente do comum
De Ninguém mais
Nos tornamos um

Ninguém agora
É meu essencial
Porque de Ninguém
Me tornei especial
Sendo Ninguém

- Marina Nobody -
Ma belle pour toujours!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mudanças

A cada dia penso só em evoluir mais, não gostaria de deixar situações mal resolvidas para trás, só que isso não depende só de mim. Gostaria de mostrar meu melhor lado para todos, de não tê-los feito sofrer ou causado isso em mim. Toda a minha vida foi assim, preferem me ignorar ou se afastarem em vez de resolverem o problema, sendo que eu sempre quis isso, apaziguar a situação para que ninguém ficasse guardando sentimentos ruins depois. Eu farei a minha parte daqui pra frente, não me importo em parecer idiota. Meu orgulho está diminuindo cada vez mais, pois passei a valorizar meu presente e o meu bem estar mais do que tudo. Prefiro resolver as coisas ruins agora, independente do tempo que já ocorreram, pois EU é que fico remoendo tudo, vocês seguem em frente.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sempre assim

"Morte ao amor que existia aqui. Vida ao amor que eu não tinha por mim. Me iludo que vou melhorar quando o tempo passar, mas sei que nada disso vai acontecer. Com uma fala vocês conseguem acabar com o meu dia e com a minha vida."

Se eu achei isso jogado nos porões de minha memória, desde quando me sinto tão vazia assim? Quem causou tudo isso? Há um culpado? Provavelmente não, e insistem em dizer que eu não sou também. Mas como duvidar se sou eu que causo toda essa bagunça, eu que sempre fiz tanta gente sofrer e se sou eu que sempre fui assim?

Vocês que são os malucos em acreditar que há algo de bom em mim. Um rosto bonito só causa boa impressão, por isso com o tempo todos se cansam de mim, a tristeza interior deteriora a beleza externa, não se enganem.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quinhão ruim

Eu não me entendo, não é simples, não sei mudar alguém que fui por 18 anos, não são só atitudes, sou eu, sempre fui podre por dentro, tento ao máximo esconder. Tantos altos e baixos só acontecem quando me relaciono com alguém e busco minha auto destruição, para que mesmo que inconscientemente, destrua o que mais amo. Quando foi que me tornei isso? Nunca percebi o quão indefesa sou e não quero aceitar isso, não suporto saber que preciso de ajuda, sendo que tudo que sempre quis foi atenção, me assusto muito em saber que posso ter algo além do que uma sensibilidade aflorada. Estes altos e baixos, que sempre tive, mas agora estão sendo tão frequentes, me assusto ainda mais. Sempre achei que poderia ser besteira, eu sempre pensei demais, eu sempre me preocupei com todos, mas sempre os machuquei sem querer e enlouquecia depois com isso.

Estou chegando ao limite, desistindo de mim, cansada disso. Me sinto completamente impotente, insegura e doente por dentro. Não quero, mas vejo agora que sempre fui assim e nunca quis aceitar, que na verdade a atenção que sempre quis chamar não era à toa, eu realmente sou uma aberração. A diferença é que é por dentro, poucos viram isso e por isso sempre os afasto, nunca quis aceitar ajuda, sempre os mandei embora, continuo não querendo acreditar que sou tão ridícula assim. Não é justo, eu sempre os afastei por isso, sempre tentei chamar atenção, os poucos que me enxergaram tentaram cuidar de mim, me amaram, mas isso nunca foi o suficiente para aguentarem tanta loucura. O amor nunca foi o suficiente para me aguentarem.

Não suporto pensar que tantos já fizeram isso por mim, mas os culpo de não terem aguentado até o fim, sei que eu mesma que não os deixei, inconscientemente, para que não se machucassem de verdade. Estou exausta e sem esperanças, minha mente nunca esteve tão pesada e confusa. É inacreditável a quantidade de coisas que passam pela minha cabeça, o exercício de ignorar ou trazer a tona alguns pensamentos já me cansou por demais, é como se eu estivesse estragada e querendo que alguém faça o serviço por mim, me consertem e me tragam de volta quando eu estiver pronta. Como os outros, eu me cansei, não aguento mais só me amar, já não basta tentar achar coisas boas, tenho que tirar a sujeira, ela nunca será ignorada, sempre estará lá acumulada.

Se eu fosse capaz de parar de pensar... Nessas horas que me sinto corajosa de encarar o espelho, mas tenho medo de onde isso pode parar, se eu não voltar ou algo assim. Sempre fui extremamente cansada da vida, sempre quis parar de pensar tanto, funcionou ignorar e tentarei até não poder mais, mas todos os dias agora tenho meu momento de extremo cansaço, que só foco em um sntimento e o mantenho, normalmente só sentimentos ruins. Dormir adianta e acordar também, então tudo bem. Só não sei até onde isso me segurará, até quando bastará e não afetará os demais.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inexistente

Sinto muito por ser assim como sou.
Me perco em mim mesma, por vezes me desespero
Não me sinto aqui, saio de mim.
Não acho esperanças e saídas de mim
Me acho sem graça, tão tola e inútil.
Outras vezes me desfaço, me acho, me encaro
São lapsos, rápidos e profundos

Me torno egoísta e me perco ao extremo
Quando não sou ruim sou ótima demais pra mim
Me orgulho de estar certa e esnobar à todos
Tenho por poucos minutos o poder que possuem sempre
Auto estima e confiança em um ser tão rude como o ser

Quando a atenção acaba e o mundo escurece, caio
Numa queda sem fim levo todos que passam por mim
Me amedronto, desisto, não ajo, sou assim
Tão fora de mim ou tão dentro que não saio nunca

Quem sente no fim é o eu que não conhecem
O infeliz, incapaz, tímido, covarde, frio e feio
Triste fim da garota que finge ser assim
Que julgam ser boa, bonita e feliz
Para se relacionar talvez
Não para a convivência

Sou tudo que odeio, tudo que não quero
A melhor companhia mas a pior pessoa
Não me olho no espelho por medo
De ver algo mais feio que a vida
Eu mesma sem reflexo

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cinco meses?

Eu não preciso de nada, clichê, mas você é sim o meu tudo.
É ridículo ser e se sentir humana, mas nossa humanidade é boa
Na verdade é inevitável e indestrutível, como nosso relacionamento
Que não é tão humano assim e por isso tão incompreensível
Por sermos assim também, não somos totalmente humanas
Não tenha medo de se sentir assim, até eu já me entreguei a isso

Somos humanas uma com a outra, em nosso pequeno mundo
E qual é o problema disso? Já nos conformamos com a solidão a dois
Espero que toda essa nossa humanidade não nos afete
Sabemos que só isso poderia nos destruir, nós mesmas
Somente se ambas se isolarem e não encararem uma a outra
Me via nos afundando cada vez mais, não precisamos disso
Minha parte humana que insiste nisso, mesmo eu tendo me entregado

Podemos esperar mais um pouco, nos adequar a situação
Adequar às pessoas é impossível, sabemos, mas teremos que aturá-las
Dia após dia, até quando vivermos juntas de verdade
A sociedade sempre nos perseguirá, mas espero que cada vez menos.
Somos invencíveis, não podemos desperdiçar nenhuma chance

Te amo para sempre, confesso que até mais que a mim mesma.