É estranho aceitar que mesmo sendo tão parecidas, nós possamos ser tão diferentes.
É difícil para nós duas admitir isso, pois sempre lutamos para mostrar à todos que não somos um casal comum, mas na verdade, temos diferenças como todos os casais por aí. Só não tornamos isso algo ruim, ao ponto de gerar brigas ou até términos como acontece na maioria das vezes.
Para nós duas, essas diferenças são necessárias para que possamos aprender, discutir, aprimorar e respeitar uma a outra, mantendo o nosso diferencial. Pois se não fosse isso, nós não nos aturaríamos, da mesma forma que se não fôssemos tão parecidas, nós não daríamos certo.
Tudo culminou para este momento, para o equilíbrio do ecossistema das nossas histórias, para o equilíbrio das nossas mentes, para o equilíbrio das nossas vidas, enfim, unidas!
Eu sempre tímida e você um pouco mais extrovertida. Eu sempre pessimista e você mais realista ou até otimista. Eu sempre insegura e você ciente do seu potencial, acreditando e mostrando o real valor das pessoas ao seu redor.
Você sempre muito exigente e eu um pouco menos rígida. Você sempre oito ou oitenta e eu balanceando tudo pelo caminho. Você sempre com um temperamento forte e quase impulsivo e eu tendendo para a calma e tranquilidade sempre que possível.
É como em um ciclo de sobrevivência, que uma coisa depende da outra para existir e no final das contas, se um pequeno pedaço de nós fosse diferente ou se tivéssemos agido de uma determinada forma no passado, não estaríamos juntas.
Talvez continue assim até o fim das nossas vidas, em uma boa casa de repouso com todo o conforto e diversão possível, em que desfrutaremos da nossa cumplicidade, amor e respeito nas nossas bodas de ouro, ametista, diamante, ferro, vinho, brilhante ou até de carvalho!
Mesmo que eu queira viver até mais de cem anos e você queira parar nos setenta, tenho certeza que como sempre, entraremos em acordo até sobre a morte, durante um longo diálogo em que decidiremos que já está na hora de partirmos. E assim, nos despediremos com um último "Boa noite", rumo ao infinito sonho de uma eternidade juntas!
21/01/2015 - Aos quatro anos e meio de noivado ♥ Je t'aime pour toujours ma belle inglesa!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Um brinde ao tédio
Às vezes eu tenho mais medo de possuir do quê de perder, pois a cada minuto que se alonga, mais próximos estamos do fim de todas as coisas.
E como eu tenho medo disso, do término inevitável que sempre interrompeu meus caminhos.
Há muitos anos parei de viver o presente para construir o futuro, por isso me acostumei a me manter sempre à frente dos acontecimentos e a cada ano tudo passa ainda mais rápido.
Não tenho filhos ou marido, mas virei escrava de mim mesma. Uma jovem garota que queria revolucionar o mundo e tornou-se comum gradativamente.
Mesmo que isso não seja ruim e mostre amadurecimento, eu queria sentir pelo menos uma pequena certeza de que voltarei algum dia a ter aquela leveza que me acompanhava por aí.
Nunca quis ser uma pessoa comum, pois eles vivem sempre em linha reta, que consiste em dois rumos covardes e injustos: encarar ou desistir.
Desistir e voltar para a solidão que eu conhecia tão bem.
Ou encarar, encarar uma realidade que eu nunca desejei.
Às vezes eu tenho mais medo de existir do quê de morrer, pois a cada minuto que se alonga, mais próximos estamos da possibilidade de nada acontecer.
E como eu tenho medo disso, da inevitável morte que nunca cruzou o meu caminho.
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