sexta-feira, 3 de junho de 2011
Dias de luta, dias de glória, dias de dor
segunda-feira, 9 de maio de 2011
16/10/2010
“És presença. E, mesmo quando és ausência, és muito mais do que saudade. És vontade de ver de novo, de ver mais, de ver mais de perto, ver melhor. E tocar, de modo que, cada toque, eu tenha um pouco mais de ti em mim, para que não haja mais ausência. Te encontrar virou apenas uma questão de fechar os olhos. Tenho confundido ‘eu’ com ‘nós’. Mas essa confusão só me acontece porque eu tenho certeza de tudo que eu sinto. E o que eu sinto é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto.”
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Já não importa tanto mais
Tenho relíquias guardadas
Feitas para excluir a dor
Para lembrar do passado
Regenerar do pó
e o pôr
E eu esqueci
De tanto quanto posso
De tudo que não foi meu
Muito menos foi nosso
Agora não importa tanto mais
E agradeço o errado
Por ter destruído a esperança
Por não ter me mudado
Escondia todo esse livro
Caderno de emoções faladas
Que hoje tem um sentido
Função própria de anulá-las
Sentia tanto sempre
Esperei pra melhorar
Vivi, morri e renasci
Tudo isso pra mudar
Me solte agora
Preciso ir
Não importa mais
Agora posso sorrir
Um adeus
Dois talvez
Voltarei um dia
Na minha vez
Ninguém agora
Sabe entender
Explicar o que senti
Ninguém agora
Sabe porque sumi
Ninguém sabe meus projetos
Meus anseios secretos
Ninguém sabe minha vida
Minha dor, minha tempestade
Minha ferida
Ninguém sabe me curar
De maneira diferente do comum
De Ninguém mais
Nos tornamos um
Ninguém agora
É meu essencial
Porque de Ninguém
Me tornei especial
Sendo Ninguém
- Marina Nobody -
Ma belle pour toujours!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Mudanças
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Sempre assim
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Quinhão ruim
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Inexistente
terça-feira, 5 de abril de 2011
Cinco meses?
Eu não preciso de nada, clichê, mas você é sim o meu tudo.
É ridículo ser e se sentir humana, mas nossa humanidade é boa
Na verdade é inevitável e indestrutível, como nosso relacionamento
Que não é tão humano assim e por isso tão incompreensível
Por sermos assim também, não somos totalmente humanas
Não tenha medo de se sentir assim, até eu já me entreguei a isso
Somos humanas uma com a outra, em nosso pequeno mundo
E qual é o problema disso? Já nos conformamos com a solidão a dois
Espero que toda essa nossa humanidade não nos afete
Sabemos que só isso poderia nos destruir, nós mesmas
Somente se ambas se isolarem e não encararem uma a outra
Me via nos afundando cada vez mais, não precisamos disso
Minha parte humana que insiste nisso, mesmo eu tendo me entregado
Podemos esperar mais um pouco, nos adequar a situação
Adequar às pessoas é impossível, sabemos, mas teremos que aturá-las
Dia após dia, até quando vivermos juntas de verdade
A sociedade sempre nos perseguirá, mas espero que cada vez menos.
Somos invencíveis, não podemos desperdiçar nenhuma chance
Te amo para sempre, confesso que até mais que a mim mesma.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Para todos vocês
Vocês seguem em frente com um ar autoritário de puro orgulho. Escondem o que tiveram que passar e o que sentem, já eu, estou amaldiçoada a sempre os guardar, a sempre os amar, independente de tudo. Vocês conseguem me moldar, me mudar, me manipular.
Sempre me perguntei se guardarão algum diferencial meu. Se pensarão sempre em mim como penso em vocês, sei que não. Se lembrarão de mim ao ver um animal sofrendo, uma árvore cortada, uma pessoa sendo preconceituosa, uma garota que gosta de Nirvana, um olhar distante ou alguém muito calado.
Quantos de vocês lembrarão do meu sorriso, que em tantas vezes soou falso. Quantos de vocês perceberam que meu sorriso não é sincero, que meu silêncio é observador e meu pensamento sempre está longe por ter muita força? Quantos perceberam que minha frieza, timidez, independência, orgulho e egoísmo são um disfarce para a carência, falta de atenção e auto-estima?
Poderia me lembrar de cada pessoa importante que conheci, falaria bem de todos. Mesmo com mágoas e coisas horríveis que aconteceram quando me envolvi com a maioria de vocês, sempre tirei o melhor das pessoas. Minha dor se resume à saudade, às coisas não feitas ou ditas, às esperanças de reencontros e à angústia de não saber de nada do que sentem. Sendo que eu sempre senti tanto e sofri por guardar tudo isso. Queria entender como conseguem não se afetarem e serem tão felizes, mesmo que só fingindo. Sempre carregarei essa dor do mundo todo, por saber mentir e fugir, mas nunca fingir.
Já não faço questão de ouvir tudo ao meu redor, não ligo de perder detalhes, meu lado observador já aprendeu bastante. Já absorvi toda a dor do mundo, já perdi as esperanças tantas vezes. Não há nada novo, vocês são tão iguais, Fazem o que é mandado, não pensam por si próprios, não se permitem amar, respeitar e enxergar tudo e todos. A estranha garota medrosa sou eu, mas vocês que parecem agir tão sem coragem todos os dias, fingindo dia após dia, se matando e morrendo pouco a pouco.
terça-feira, 15 de março de 2011
Ma belle inspiração
terça-feira, 1 de março de 2011
Rumo
"Você resiste à dor, sustenta a solidão. Está acostumado com a injustiça e lentamente se deteriora a nada. Seu espírito é lançado em uma existência sem tempo, enquanto revela suas puras e brancas asas, como um anjo que se torna um demônio."
O que é o tudo sem o nada? Apenas ilusões. Um defeito de fábrica que humanos não enxergam em sua grandiosa capacidade de conseguir resolver tudo: a imperfeição. Que jorre mais deste sangue, mais dessa vida vazia, sem esperanças me perco na partida. Não há em que se agarrar, tudo parece tão falso, inconsequente e injusto.
Me dêem uma passagem para fora deste mundo! Não quero sentir tanto enquanto outros sentem tão pouco. Não quero perceber os pequenos detalhes e perfeições na paisagem que ainda resta. Não quero admirar um pequeno pássaro enquanto outros olhares não se distraem da procissão. Uma fila gigantesca de carros, luzes, imagens, asfalto e abutres.
Sempre foi demais para mim. O limite é este, a distância dos pequenos valores que ainda me restavam, dos pequenos sonhos e fugas para uma realidade que só será imaginada. Corremos tanto para tão pouco, o simples já não tem mais sentido, já não existe. Não existe ninguém que me levante, não há mais pessoas interessantes. Todos que um dia julguei amar, me abandonaram em um dia sem energia, sem fogo ou migalhas de uma felicidade incompreendida.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Você
Todos os anos mastigados foram expostos pela garganta. Posso viver o presente pensando no passado. Se fizer isso na velhice, não me lembrarei de tudo. Deve fazê-lo ainda jovem, é bonito ver o arco de sua vida. Como é conectado, como chegou de um lugar a outro, ver a linha. Foi uma bela aventura!
Quando tudo acaba, há sempre algo a mais, você escolhe se servirá para agir ou só refletir. Certas coisas não podem passar por cima de tudo ou Ninguém. A felicidade é o auge do autoconhecimento somado aos conhecimentos advindos de outras pessoas que se conhecem e a conhecem como você.
Acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Último
Valorizo muito tudo que vai embora, não no momento que estão comigo e sim quando não os consigo de volta. Agora isso gera um mal estar, os dias com lembranças e aparições, as noites com pesadelos e perseguições. Isso ronda nossos sonhos, nos alucina e incomoda. Acordei sem me reconhecer, meu presente tinha ido embora, tudo era uma maratona atrás de você, por você, tão real o irreal. De repente o presente me desperta, a escola já passou, as novas responsabilidades, o novo trabalho, o novo descanso, a renovação! A timidez ficou para trás, a vergonha de mostrar quem eu sou, pra quem importa, já não existe mais. Me humilhei tanto, me deixei para trás, me desculpei demais. Não há resposta, não há palavras e nem algo para se resolver. O que importa são as marcas, as cicatrizes que deixei para trás e não me incomodam mais. Minha vida não pode parar, meus sonhos devem se realizar e tudo seguirá o rumo que escolhemos dar. A saudade permanecerá, a esperança de talvez entender tudo um dia, pode até ficar, mas não haverá mais dependência, raiva e o orgulho que insistiu em continuar.
Não importa quem errou ou acertou, todos eram tão jovens, tão jovens...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Feliz?
Inventei tantas coisas na minha cabeça que me traumatizei sem ter trauma. Eu somente apaguei da memória o verdadeiro e formulei uma história louca, com os maus e bons momentos que EU queria para essa fantasia e a usei como desculpa para meus erros. O meu presente passou a ser mais valioso que a vida inteira que passei o procurando por aí.
Deixar as coisas para trás é como esquecer algo ao sair e saber que está o esquecendo. Porém, depois percebemos que este algo não era tão necessário assim, há outras formas de executar a mesma tarefa sem isso. Muitas preocupações serão em vão e muitas situações desnecessárias.
Felicidade é pra quem se priva, são raros os que a encontram da forma mais pura. A conquistará muitas vezes, mas só a aproveitará uma vez. São raros os momentos em que se tem consciência de que este é o momento mais feliz de toda sua vida,
não o deixe escapar!
Se não o for, procure-o, lute para que o seja, pois no fim perceberá que nada importou mais do que aquele simples/rápido momento em que sorriu. Parei de lamentar os sorrisos e sofrimentos passados, nada foi em vão, tudo vale a pena no final, tudo tem seu lado bom.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Alívio
A noite, o luar, a madrugada, ma belle, Nobody!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Superar
Muitos acham que tenho dores de uma garota idiota, provavelmente, pois sempre sofri por futilidades: por pessoas que não se importavam comigo, por pessoas que me deram as costas, por pessoas que foram embora, por pessoas que na verdade nunca gostaram de mim o tanto quanto me importei com elas. Mas será mesmo que todo esse sentimento era verdadeiro? Ninguém soube de sua existência, só eu mesma, com minhas dores guardadas e sem demonstrar nada de bom ou ruim a todos que se foram. Me tornei a estranha e fria garota sem motivos para sorrir, existir e até sofrer, na visão de alguns.
A verdade é que sempre sofri em vão, não significou nada a ninguém, só a mim mesma. Por isso muitos acham que não tenho motivos. Devo entender isso, pois sim, fui uma idiota por muito tempo. Agora, porém, vejo o quanto amadureci por essas dores “fúteis”, enquanto os que se foram e nunca se importaram ou entenderam o que sinto, se estagnaram ou até retrocederam. O que houve? A futilidade em que viviam era maior do que minhas dores passadas e agora, enquanto me supero e passo por cima de tudo isso, eles não têm pelo o que sofrer ou se superarem, transformando-se na mesma pessoa com o passar dos anos.
O meu desespero é ver ou saber que os que ainda me importo seguem este mesmo caminho. Tento os tirar de lá, só adio conversas inacabadas e pedidos de atenção, mas devo fazer por eles o que já fizeram por mim algum dia, pois eles sim se importaram e merecem agora minha atenção. Mesmo sabendo que alguns já se afastam pouco a pouco, espero cumprir essa missão antes que partam definitivamente, pois não haverá espaço para dores acumuladas mais. Ninguém me tornou mais forte para enfrentar tudo, meu amadurecimento antes e durante nosso encontro está no mesmo patamar, de tão forte que foi o conhecimento que esta relação me trouxe. Isso com certeza é algo verdadeiro, inexplicável e que manterei para sempre.