O barulho do relógio ecoa de novo pela casa. Somos tão desgovernados e ao mesmo tempo tão governados por tudo. Estranho se descobrir em outras pessoas, achar conceitos que melhor te definem pelas palavras de alguém. Isso era o que faltava, sempre que ela procurava olhares por todos os cantos que simplismente se fixassem ao dela, em um flerte que durasse mais de dois minutos. Eternamente insatisfeita e confusa; preocupada mais com os outros pelo medo de se ver sozinha ao se preocupar só consigo mesma.
As paredes do banheiro se encolhem e tudo perde a tão apreciada importância que ela dá a todos. Toda a atenção é voltada para si, em um longo minuto ela se reconhece pela pupila da mente. Já não sabe quem a conhece e já não se conhece mais, mas a viagem que faz dentro de si se torna mais importante que tudo. Um dia ela será mais importante do que imagina para todos e conseguirá se aventurar nessa viagem sem volta,
em busca de si mesma.
"Queria não ter a necessidade de ter. E ter todo o necessário em mim mesma." Mas é isso, colhendo e descartando, incansavelmente, sem parar, sem desistir. E quando você chega no ápice do auto-conhecimento. É tão lindo, tão lindo.
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