Em um quarto vazio, onde ninguém entra ou sai, um vácuo insiste em me puxar.
A maior e mais brilhante estrela está presa há tantos anos, sem chances de se libertar.
Orgulhosa, não fala com ninguém, persuade, mas não deixa ninguém entrar.
É a exortação de seu próprio ser, algo inseparável e impenetrável, que deve ser isolado.
Cheio de contradições, foi isolada mil anos luz de qualquer outro corpo celeste.
Sem chances de reatar laços, muito distante de tudo e todos.
Mas nada como um banho de água fria, refrescante, inesperado, com uma dor gostosa.
Tantos anos passaram e eu imersa na água quente, desperdiçando caminhos a seguir.
Em menos de três meses, um único balde de água fria já me congelou por inteira.
Agora recebo uma chuva constante, de conhecimento, mudanças e bem estar.
Uma chuva cristalina, limpa e incessante, que me conforta nas noites frias.
Eterna, com suas diferentes faces e fases, mas sempre tão admirável.
A noite, o luar, a madrugada, ma belle, Nobody!
E farei o que puder para a chuva não cessar, caso a névoa venha. Sem palavras. Façam minhas as suas. Meu âmago é seu e meu amor jamais morrerá.
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