segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Faltam 2 dias ...

Eu ainda não me sentia completamente feliz, pois estava acorrentada ao amor doentio e às consequências ruins do meu trauma sem fim. 

Longe dos meus iguais eu voltava a ficar triste, por isso comecei a achar que a felicidade que eu tinha com eles era falsa, mas hoje eu entendo que aquilo foi o início da libertação de toda a repressão de sentimentos que eu havia tido e graças à descoberta dos meus iguais, que eu pude encontrar a chave para me desacorrentar de todos os sofrimentos.

Primeiro, a chave abriu as correntes daquele amor que era uma mentira, uma obsessão entre vítima e sequestrador, que havia me iludido com promessas vazias para roubar o meu ouro e me levar ao precipício. Por sorte eu não me joguei do abismo, que seria a solução mais fácil, mas junto com todas as consequências dessa história ruim e dos traumas que acumulei por causa daquele defeito, a chave foi abrindo todos os cadeados e me desenrolando de todas aquelas correntes. 

Quando eu já estava praticamente livre da minha culpa e timidez ao extremo, tive coragem de falar e mostrar pela primeira vez o meu defeito, mas aquilo já não era importante pra mim, pois enfim eu estava feliz, com aquela pessoa especial que me aceitava exatamente do jeito que eu era.

[...]

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