Eu ainda não me sentia completamente feliz, pois estava acorrentada ao amor doentio e às consequências ruins
do meu trauma sem fim.
Longe dos meus iguais eu voltava a ficar triste, por
isso comecei a achar que a felicidade que eu tinha com eles era falsa, mas hoje
eu entendo que aquilo foi o início da libertação de toda a repressão de
sentimentos que eu havia tido e graças à descoberta dos meus iguais, que eu
pude encontrar a chave para me desacorrentar de todos os sofrimentos.
Primeiro,
a chave abriu as correntes daquele amor que era uma mentira, uma obsessão entre
vítima e sequestrador, que havia me iludido com promessas vazias para roubar o
meu ouro e me levar ao precipício. Por sorte eu não me joguei do abismo, que
seria a solução mais fácil, mas junto com todas as consequências dessa história
ruim e dos traumas que acumulei por causa daquele defeito, a chave foi abrindo
todos os cadeados e me desenrolando de todas aquelas correntes.
Quando eu já
estava praticamente livre da minha culpa e timidez ao extremo, tive coragem de
falar e mostrar pela primeira vez o meu defeito, mas aquilo já não era
importante pra mim, pois enfim eu estava feliz, com aquela pessoa especial que
me aceitava exatamente do jeito que eu era.
[...]
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