sábado, 7 de fevereiro de 2015

Faltam 4 dias ...

Eu consegui o quê eu queria, consegui colocar para fora o quê eu sentia por dentro, toda a raiva e sofrimento eram expressos através do quê eu gostava e do quê eu fazia. Porém, para piorar, eu encontrei uma rocha no meu caminho, a personificação de tudo que eu mais queria, mas que se tornou o quê eu mais temia. 

Pela primeira vez eu fui criticada, humilhada e excluída, não pelo meu defeito, mas indiretamente pelo o quê ele havia me causado todo esse tempo e que agora seria ainda mais difícil de ser mudado. Logo quando eu estava pronta para me livrar de toda aquela timidez, logo quando eu me sentia normal mesmo sendo diferente.

Após quase um ano de prisão que foi confundido com amor, eu fiquei acorrentada àquilo por mais três anos de sofrimento, achando que eu era a culpada, mesmo eu sendo muito nova ou muito tímida e não sendo responsável por nada que envolvia aquela doença. 

Eu me senti assim, pois eu já era vulnerável, eu me sentia culpada desde o dia em que havia descoberto aquele defeito, tendo que esconder todos os meus sentimentos e me sentindo inferior à todos, até aos que compartilhavam da mesma dor e angústia que eu. 

Eu havia aprendido que até o meu sofrimento era menos importante do que das pessoas que lidavam com os seus defeitos à flor da pele, por isso eu aceitei o sofrimento, aceitei que eu era o ser mais insignificante da Terra.

[...]

Um comentário:

  1. Estou muito feliz de poder participar desses dez dias, dez meses, quatro anos, a vida toda! Estou muito orgulhosa de você minha vida. Te amo!

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