O normal também não tem explicação, eu
pelo menos, nunca entendia porque algumas amigas minhas eram tão felizes, pois
para mim, o sofrimento e a tristeza já eram normais.
Outras amigas tentavam
medir as suas dores com as minhas. Muitas delas tinham diferenças externas que
não dava para esconder dos demais, por isso elas sofriam muito mais do quê
eu, seja com brincadeiras, exclusão ou até violência física e emocional. Dessa forma, eu sempre
aceitava que todos estavam acima de mim, com motivos maiores que os meus, com
prioridades mais nobres ou até com dores piores.
Eu nunca tinha levado uma
surra ou sido humilhada em público por causa desse defeito, mas o fato de ser obcecada
em escondê-lo, era como ser perseguida todos os dias por uma gangue do colégio,
que a qualquer momento poderia me tirar do esconderijo e mostrar a todos o quê
eu escondia.
[...]
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