terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Faltam 8 dias ...

E assim, surgiram as primeiras consequências daquele trauma, eu que já era filha única e um pouco superprotegida, me tornei amedrontada e não desenvolvi a coragem e ousadia de ser uma criança normal, cheia de força e energia. 

Me tornei quieta e ainda mais tímida. Como eu já era acostumada a brincar sozinha, não foi difícil tomar aversão aos jogos e esportes de equipe e me adequar à atividades introspectivas, como ler, escrever e ouvir música. 

Os traumas foram crescendo, o fardo foi se acumulando e a cada dia eu tinha mais raiva de mim mesma, de não conseguir esconder aquela maldição adequadamente ou por nunca poder me livrar dela completamente. 

Me machuquei várias vezes e sofri por cada perda que eu havia tido em apenas quinze anos de vida, justamente por minha falta de ação, por minha falta de coragem e pela minha timidez, que me barravam de fazer tudo. 

[...]

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