E assim, surgiram as primeiras consequências
daquele trauma, eu que já era filha única e um pouco superprotegida, me tornei
amedrontada e não desenvolvi a coragem e ousadia de ser uma criança normal,
cheia de força e energia.
Me tornei quieta e ainda mais tímida. Como eu já era
acostumada a brincar sozinha, não foi difícil tomar aversão aos jogos e
esportes de equipe e me adequar à atividades introspectivas, como ler, escrever
e ouvir música.
Os traumas foram crescendo, o fardo foi se acumulando e a cada
dia eu tinha mais raiva de mim mesma, de não conseguir esconder aquela maldição
adequadamente ou por nunca poder me livrar dela completamente.
Me machuquei
várias vezes e sofri por cada perda que eu havia tido em apenas quinze anos de
vida, justamente por minha falta de ação, por minha falta de coragem e pela
minha timidez, que me barravam de fazer tudo.
[...]
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