"Adultos dizem que a infância é a melhor parte da vida porque não lembram mais como era ser criança." (A Lenda de Ruff Ghanor - O Garoto-cabra, Leonel Caldela)
Quando eu descobri que ser perfeita só para a minha mãe não era o suficiente, foi como se aquele mundo de faz de conta fosse uma farsa, eu deixei de ser criança e cresci. De repente eu não era a menina mais linda do mundo e definitivamente eu deveria esconder aquele defeito para sempre.
Quando eu descobri que ser perfeita só para a minha mãe não era o suficiente, foi como se aquele mundo de faz de conta fosse uma farsa, eu deixei de ser criança e cresci. De repente eu não era a menina mais linda do mundo e definitivamente eu deveria esconder aquele defeito para sempre.
Essa era a condição para que eu fizesse parte do grupo de crianças
normais, por isso passei a preocupar com o meu exterior muito antes das garotas
da minha idade, passei a me arrumar melhor com apenas dez anos de idade. Me preocupava em sempre esconder aquela parte de mim, que me perseguia todos os
dias, impedindo que eu fizesse qualquer tipo de atividade, impedindo que eu
corresse, impedindo que eu nadasse, impedindo que eu pulasse, impedindo que eu
vivesse.
Mesmo eu me achando horrível, eu conseguia
conquistar "admiradores", mas a maioria só se tornaram grandes e arrasadores amores platônicos. A mania de pensar que ninguém gostava
realmente de mim era maior do quê qualquer sentimento puro e inocente, pois se vissem o quê eu escondia, com certeza não iriam querer namorar
a garota que ficava feia após uma pequena modificação no penteado.
O problema
era que eu sabia que eu não era normal, eu tinha um segredo, então não
adiantava dizer que meu rosto ou cabelo eram bonitos, pois eu escondia algo que
poderia mudar a opinião dessas pessoas em apenas um segundo.
[...]
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