Eu me libertei inconscientemente daquele
novo mal em minha vida, fazendo o quê eu mais sabia: algo proibido, algo que
iniciou um processo de autoconhecimento e aceitação de que eu era realmente
diferente, mas não era por causa do meu defeito, novamente era algo interno e
mais profundo do que eu imaginava.
Descobri que eu era ainda mais diferente, mas não por um defeito externo que eu
poderia esconder disfarçadamente, era algo maior e mais forte, que vinha de
dentro. Eram sentimentos e sensações diferentes,
mas que não me prendiam em um casulo como aquele “amor” doentio ou como as
consequências do trauma de ter aquele pequeno e maldito defeito de fábrica.
Era uma libertação de tudo isso, era a chance de me tornar eu mesma sem
precisar me forçar a ser diferente só para ir contra aos normais. Eu era
realmente diferente e o melhor de tudo: eu não estava sozinha!
Enfim eu achei
pessoas iguais a mim, nem superiores aos meus sofrimentos, nem inferiores aos
meus defeitos, com eles eu pude aproveitar a vida sem restrições ou empecilhos.
[...]
Nenhum comentário:
Postar um comentário