domingo, 8 de fevereiro de 2015

Faltam 3 dias ...

Eu me libertei inconscientemente daquele novo mal em minha vida, fazendo o quê eu mais sabia: algo proibido, algo que iniciou um processo de autoconhecimento e aceitação de que eu era realmente diferente, mas não era por causa do meu defeito, novamente era algo interno e mais profundo do que eu imaginava. 

Descobri que eu era ainda mais diferente, mas não por um defeito externo que eu poderia esconder disfarçadamente, era algo maior e mais forte, que vinha de dentro. Eram sentimentos e sensações diferentes, mas que não me prendiam em um casulo como aquele “amor” doentio ou como as consequências do trauma de ter aquele pequeno e maldito defeito de fábrica. 

Era uma libertação de tudo isso, era a chance de me tornar eu mesma sem precisar me forçar a ser diferente só para ir contra aos normais. Eu era realmente diferente e o melhor de tudo: eu não estava sozinha! 

Enfim eu achei pessoas iguais a mim, nem superiores aos meus sofrimentos, nem inferiores aos meus defeitos, com eles eu pude aproveitar a vida sem restrições ou empecilhos.

[...]

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