Eu consegui o quê eu queria, consegui
colocar para fora o quê eu sentia por dentro, toda a raiva e sofrimento eram
expressos através do quê eu gostava e do quê eu fazia. Porém, para piorar, eu
encontrei uma rocha no meu caminho, a personificação de tudo que eu mais
queria, mas que se tornou o quê eu mais temia.
Pela primeira vez eu fui
criticada, humilhada e excluída, não pelo meu defeito, mas indiretamente pelo o
quê ele havia me causado todo esse tempo e que agora seria ainda mais difícil
de ser mudado. Logo quando eu estava pronta para me livrar de toda aquela
timidez, logo quando eu me sentia normal mesmo sendo diferente.
Após quase um ano de prisão que foi confundido
com amor, eu fiquei acorrentada àquilo por mais três anos de sofrimento,
achando que eu era a culpada, mesmo eu sendo muito nova ou muito tímida e não
sendo responsável por nada que envolvia aquela doença.
Eu me senti assim, pois
eu já era vulnerável, eu me sentia culpada desde o dia em que havia descoberto
aquele defeito, tendo que esconder todos os meus sentimentos e me sentindo
inferior à todos, até aos que compartilhavam da mesma dor e angústia que eu.
Eu
havia aprendido que até o meu sofrimento era menos importante do que das
pessoas que lidavam com os seus defeitos à flor da pele, por isso eu aceitei o
sofrimento, aceitei que eu era o ser mais insignificante da Terra.
[...]
Estou muito feliz de poder participar desses dez dias, dez meses, quatro anos, a vida toda! Estou muito orgulhosa de você minha vida. Te amo!
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